A LOUD tem reforço confirmado para o segundo split da Kings League Brasil. O goleiro Arthur Facas tem passagens pelo futebol profissional, e é a nova contratação da equipe para fortalecer a disputa pela titularidade e elevar o nível do elenco.
Em entrevista ao Arena Kings League, o arqueiro falou sobre sua trajetória, as desilusões no futebol tradicional, o processo de adaptação à Kings League e a expectativa para a temporada.
Do futebol profissional à Kings League
Revelado nas categorias de base do Santos FC, Arthur Facas construiu sua base técnica em um dos clubes mais tradicionais do Brasil, conhecido por formar grandes talentos. Além do Peixe, o goleiro também acumula passagens por São Bernardo FC, Red Bull Bragantino e Ponte Preta, experiências que o fizeram vivenciar diferentes realidades do futebol nacional, tanto em termos de competição quanto de estrutura.
Apesar da trajetória sólida dentro de campo, Arthur revelou que enfrentou grandes dificuldades nos bastidores do futebol profissional, principalmente relacionadas à instabilidade financeira dos clubes e à falta de previsibilidade contratual.
“Já passei por clubes que trabalhei seis meses e não recebi um mês de salário. Em outro, assinei por um ano e pagaram dois, três meses. Essa instabilidade pesa muito.”
O goleiro destacou que situações como essas afetam diretamente a rotina, o planejamento de vida e até o desenvolvimento profissional de um atleta. A falta de estabilidade e os constantes atrasos salariais foram decisivos para que ele repensasse a carreira e começasse a buscar alternativas fora do modelo tradicional do futebol.
Foi nesse momento que a Kings League surgiu como uma oportunidade promissora, oferecendo um projeto organizado, transparente e focado em resultados, mas também em proporcionar um ambiente seguro e motivador para os atletas.
“Quando eu parei, foi justamente quando me deparei com a Kings League. Decidi investigar mais e buscar meu espaço. Vi que era um projeto sério, que podia me dar a chance de evoluir e mostrar meu trabalho de uma forma diferente.”
Arthur enxergou na liga uma chance de recomeçar, se reinventar e conciliar sua experiência no futebol de campo com um formato inovador e dinâmico, abrindo um novo capítulo em sua carreira profissional.
O caminho até a LOUD e as conversas no mercado
Inicialmente inscrito no draft do primeiro split, Arthur não foi selecionado. O momento poderia ter sido encarado como uma frustração, mas o goleiro optou por transformar a situação em combustível para seguir buscando espaço na liga. Ele passou a se movimentar nos bastidores, conversando com dirigentes e mostrando interesse em integrar o projeto da Kings League.
Antes de fechar com a LOUD, o goleiro revelou que recebeu o contato de algumas equipes e manteve conversas com outros clubes da liga.
“Cara, assim, eu treinei em alguns times e tive também conversas com outros times. Os que estavam mais à frente eram o Fluxo e o Desimpedidos.”
As equipes citadas foram o Fluxo FC e o Desimpedidos Goti (atual Desimpain), que chegaram a avançar nas tratativas. Apesar do interesse, as negociações não evoluíram para um acerto definitivo.
Foi então que surgiu a oportunidade de treinar com a LOUD durante a preparação para a Kings Cup. Após contato com o preparador de goleiros da equipe, Laércio, Arthur recebeu um convite para integrar os treinamentos da equipe, inicialmente sem garantia de contrato.
“Fui lá treinar e não saí mais. Me apaixonei pela LOUD, pela estrutura, pelos profissionais. Tive outras propostas, mas meu coração agora é verde.”
O que começou como uma oportunidade de mostrar serviço se transformou em uma identificação imediata com o projeto. Arthur destacou a organização interna, a clareza nos processos e o ambiente profissional como fatores decisivos para sua permanência. Desde então, o que era apenas um período de testes virou uma construção diária de confiança, até resultar na assinatura para o segundo split.
Processo de adaptação: “Respeitar o processo”
Vindo exclusivamente do futebol de campo, Arthur precisou passar por uma verdadeira transformação técnica e mental para se adaptar ao estilo dinâmico da Kings League Brasil. A velocidade das jogadas, o espaço reduzido e as regras específicas exigiram ajustes rápidos no posicionamento, no tempo de reação e até na postura dentro de quadra.
“Eu nunca tinha jogado Fut 7 profissionalmente. O mais difícil foi o shootout. Você precisa perder o medo de tomar bolada, o cara vem na sua cara e chuta forte.”
Segundo o goleiro, as situações de um contra um são determinantes nas partidas e, muitas vezes, definem o resultado. Diferente do campo, onde há mais cobertura defensiva e tempo de leitura da jogada, na Kings League o erro é potencializado e tudo acontece em questão de segundos.
Arthur destacou que a evolução foi construída passo a passo e com muita paciência da comissão técnica a cada treinamento, especialmente no trabalho específico de explosão, coordenação e leitura corporal dos adversários.
“Eu tinha certeza que, ao fim de cada semana, eu estava melhor do que no primeiro dia. Respeitar o processo foi fundamental.”
Ele também ressaltou que a adaptação não foi apenas física, mas mental. Superar o receio inicial, ganhar confiança nas saídas do gol e entender o timing dos lances foram etapas importantes para consolidar seu crescimento.
Com dedicação diária e foco no aprendizado, Arthur acredita que conseguiu reduzir a diferença entre o futebol tradicional e o Fut 7, chegando ao segundo split mais preparado e confortável dentro do novo formato.
Pressão diferente, mentalidade forte
Arthur também comentou sobre a diferença entre a pressão do futebol tradicional e a da Kings League Brasil, destacando que, embora os contextos sejam distintos, a cobrança existe nos dois cenários.
“No futebol profissional a pressão é mais agressiva. Aqui o público é mais jovem, mas também cobra. E tem que cobrar.”
Segundo o goleiro, a principal diferença está na forma como essa cobrança acontece. No futebol tradicional, a pressão muitas vezes vem de arquibancadas, dirigentes e bastidores. Já na Kings League, ela se manifesta de maneira imediata e intensa nas redes sociais, onde a repercussão é instantânea.
Arthur revelou ter recebido uma mensagem nas redes sociais logo após o anúncio de sua contratação:
“Um garoto viu o anúncio da minha contratação e me mandou: ‘Não vai vir nenhum reforço de peso?’ Aquilo me deu uma balançada. Mas faz parte.”
O episódio serviu como aprendizado. Para ele, o ambiente digital amplia tanto os elogios quanto as críticas, especialmente em uma liga com forte presença online e grande engajamento do público jovem.
“Se você for MVP em um jogo, vira ídolo. Se falhar no outro, já começam as críticas. Isso faz parte da posição de goleiro e do esporte.”
Mesmo assim, Arthur garante que encara a situação com maturidade e equilíbrio emocional, reforçando que críticas construtivas podem servir como combustível para evolução.
“Vou refletir sobre o que falam e buscar melhorar sempre.”
Com experiência no futebol profissional e agora inserido no universo dinâmico da Kings League, o goleiro afirma estar preparado para lidar com a exposição e transformar a pressão em motivação dentro de quadra.
Expectativa para o segundo split
Mantendo a base da equipe e reforçando o elenco com novas peças, Arthur acredita em uma campanha forte no segundo split da Kings League Brasil.
“As expectativas são muito boas. Mantivemos o esqueleto do time, que já sabe jogar junto. Esperamos nada menos que a taça.”
Para o goleiro, a manutenção da base é um diferencial importante em um torneio tão dinâmico quanto a Kings League. Segundo ele, o entrosamento construído no split anterior pode acelerar o desempenho da equipe nas primeiras rodadas, enquanto os reforços chegam para agregar qualidade técnica e aumentar a competitividade interna.
Arthur também destacou que a preparação vem sendo intensa e que o grupo está comprometido com um objetivo claro: brigar na parte de cima da tabela desde o início e chegar forte nas fases decisivas.
E deixou um recado direto para a torcida da LOUD:
“Podem contar com treino, força de vontade e raça. Eu vim para somar com o grupo.”
O goleiro reforçou que entende o tamanho da camisa que está vestindo e a responsabilidade de representar uma das maiores organizações do cenário. Para ele, entrega, dedicação diária e espírito coletivo serão marcas do seu desempenho ao longo da competição.
Com experiência, maturidade e fome de conquista, Arthur Facas chega para ser mais uma peça importante no projeto da LOUD em busca do título do segundo split da Kings League Brasil agora mais preparado, adaptado ao formato da liga e determinado a transformar trabalho em resultado dentro de quadra.







