Por que jogadores de futsal estão migrando para a Kings League?

Escrito por:

Guilherme Paixão

A Kings League é uma competição de futebol 7 com regras inovadoras e forte presença digital, criada globalmente por Gerard Piqué e adaptada no Brasil com clubes e figuras relevantes do universo digital e esportivo. Sua dinâmica — que mistura esporte, entretenimento e engajamento — tem atraído atletas consagrados do futsal tradicional, que veem ali oportunidades de visibilidade, construção de marca e novas formas de carreira.

Do futsal para a Kings League

Dieguinho – Nyvelados

Reprodução/dieguinhood10

Um dos nomes mais conhecidos do futsal brasileiro, com carreira sólida no salão e pela seleção, Dieguinho competirá no próximo split Kings League com o Nyvelados. Sua experiência técnica é um ativo importante, mas o novo formato exige adaptação ao ritmo e às regras diferentes do futebol 7.

Ferrão – Nyvelados

Considerado uma lenda do futsal mundial e três vezes reconhecido como melhor jogador do mundo, Ferrão trouxe sua bagagem competitiva para a Kings League. Mesmo com status elevado, a transição exige ajustes no estilo de jogo.

João Vitor – Real Elite (Equipe atualmente fora da Kings)

Reprodução/Jvfutsal_10

Atleta ligado ao Real Elite, cuja trajetória inclui experiência competitiva no futsal, João Vitor representa a geração de jogadores que utiliza seu conhecimento técnico no novo formato, com foco em performance e presença no espetáculo esportivo.

Arantes – Capim FC

Reprodução/Capim FC

Presente no Capim FC, Arantes é outro nome que incorpora a mistura de experiência esportiva e exposição midiática que a Kings League proporciona, aproximando atletas de públicos mais amplos.

Rafão – Funkbol

Reprodução/rafaãoportuga10

No Funkbol Clube, Rafão atua num contexto em que esporte e entretenimento se cruzam, mostrando que a Kings League valoriza tanto a habilidade técnica quanto a capacidade de engajamento com torcedores e comunidades online.

Daniel & Luiggi – Dibrados

Reprodução/DibradosFc

Representantes do Dibrados, Daniel e Luiggi trazem energia competitiva ao time e refletem o perfil de jogadores que combinam técnica com presença ativa na comunidade ao redor da liga.

Oito Meia – EX-Fluxo

Reprodução/Oitomeiafutsal

Ex jogador do Fluxo, Oito Meia colocou sua experiência e estilo de jogo à prova no ambiente da Kings League, que valoriza performance, personalidade e presença em plataformas digitais.

Daniel Shiraishi – LOUD SC

Reprodução/danshiraishi

Conhecido no futsal como Daniel Shiraishi Rollemberg Albuquerque, ele teve carreira extensa no futsal brasileiro e europeu, com passagens por clubes como Carlos Barbosa, Inter FS e Barcelona, além de participações na seleção brasileira, um grande e vitorioso nome para a Loud SC.

O que motiva essa migração?

  1. Adaptação técnica e novas regras

A Kings League apresenta um formato de jogo com regras diferentes — gramado maior, bola distinta, golo 7×7 e dinâmicas próprias — o que exige adaptação, mesmo de atletas com currículo forte como Ferrão e Shiraishi.

  • Visibilidade e construção de marca

Hoje os atletas não são vistos apenas como competidores: eles se tornaram criadores de conteúdo, marcas e canais de influência próprios, frequentemente conectados a contratos comerciais e parcerias que ampliam sua estabilidade financeira ao longo da carreira.

Esse movimento de corresponsabilização entre performance esportiva e presença digital explica parte da migração para uma liga que entrega audiências maiores e formatos atrativos.

  • Oportunidades de carreira além do esporte clássico

Enquanto o futsal tradicional ainda enfrenta limites de alcance e exposição em algumas mídias, a Kings League entrega transmissão em plataformas de alto engajamento e interação do público. Tudo isso potencializa ganhos indiretos por meio de conteúdo, contratos de imagem e alianças comerciais.

A migração de jogadores do futsal tradicional para a Kings League não é apenas uma busca por novos desafios esportivos, mas também uma resposta à forma como o esporte tem evoluído: atletas se transformam em marcas, ampliam sua presença e constroem novas narrativas, aproveitando formatos que conectam performance, público e plataformas digitais de maneira integrada.