A Kings League Brasil voltou ao centro do debate esportivo após declarações polêmicas de Craque Neto em seu programa. O ex-jogador e comentarista deixou sua fala sobre os atletas da Kings League “não jogam no parmeirinha de Paraisopolis ”, fazendo uma comparação direta com o futebol de campo tradicional e questionando a legitimidade do nível técnico apresentado na liga.
Durante sua fala, Neto foi além ao afirmar que jogadores da Kings League não teriam espaço no futebol de comunidade, minimizando a trajetória e a origem de muitos atletas que hoje fazem parte do projeto. As declarações rapidamente repercutiram nas redes sociais e geraram reação dentro do próprio ambiente da liga.
A resposta veio durante a live oficial do Mercato, realizada no dia 11, quando Cris Guedes, presidente da FÚRIA é uma das principais figuras da Kings League Brasil, se posicionou de forma firme em defesa dos jogadores.
Em sua fala, Cris criticou o tom adotado por Neto e reforçou a importância de respeitar os sonhos e a caminhada dos atletas que enxergam na Kings League uma oportunidade real de transformação de vida.
“O Neto tem que estudar um pouco mais. Tem muito moleque da quebrada que joga na favela. Ele não pode estragar um sonho que já foi dele”, afirmou.
O presidente da FURIA destacou que muitos jogadores da liga vêm de contextos sociais difíceis e encontraram na Kings League uma chance de gerar renda, ajudar suas famílias e manter vivo o sonho de viver do futebol, ainda que em um formato diferente do tradicional.

“Essa molecada que está aparecendo está ganhando seu dinheiro, ajudando a família. Eu estou aqui por esses moleques. Eles merecem muito respeito”, completou Cris Guedes.
A fala reforça uma das bases do projeto da Kings League: oferecer visibilidade, oportunidade e valorização a atletas que, muitas vezes, ficaram fora do radar do futebol profissional de campo, mas que carregam talento, dedicação e história.
O episódio reacende a discussão sobre o preconceito em relação a novos formatos esportivos e evidencia o choque entre gerações e visões distintas sobre o futebol. De um lado, a tradição do campo; do outro, uma liga que une entretenimento, competitividade e inclusão social.
Enquanto o debate segue, a Kings League Brasil continua crescendo em audiência, engajamento e impacto social.
Consolidando-se como uma plataforma que vai além das quatro linhas e representa, para muitos, a continuidade de um sonho que nunca deixou de existir.







